O lírio da paz morreu no vaso que você me deu. Eu coloquei água todos os dias, eu cuidei para que recebesse luz, mas mesmo assim ele morreu. Notei uma pequena mancha marrom em uma das suas três flores brancas, dois dias depois havia uma mancha em cada uma das suas flores. Algum fogo invisível, lentamente, consumiu as pétalas e elas ficaram completamente murchas no terceiro dia… Eu observei todo o processo sem poder intervir, ficava horas e horas com o olhar fixo para a planta e sem entender nada, via nada acontecer. Porém, bastava um minuto de distração ou algumas horas para as rotinas diárias, que algo se modificava. Assim como a vida: a morte não gosta de ser vista, mas ela deixa alguns rastros.
Luis Carlos Rodrigues dos Santos

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